Terça-feira, 17 de Março de 2009
Está explicado...



 



 



publicado por animaleja às 14:28
| comentar | ver comentários (2) |

Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
Homens de boa fé


Coimbra, 4 de Junho de 1992

Conferência internacional no Rio de Janeiro para defesa do ambiente físico. Do metafísico já ninguém cuida. E, do outro, mais valia que os delegados, em vez de discursos sujos, lavassem a hipocrisia nas águas ainda lustrais de Guanabara. O mundo está irremediavelmente perdido, porque é incorrigível a voracidade capitalista e a nossa obstinação consumista. Queremos, queremos, queremos. E os abnegados senhores do progresso fabricam, fabricam. Saturam, diligentes, os mercados do útil e do inútil. Atravancam o planeta das suas sedutoras mercadorias. Para tanto, esventram-no, derrubam-lhe as florestas, empestam-lhe os rios, os mares e os ares. Poucos dos que assistem ao colóquio estão ali de boa fé ou em nome dela. Quando a farsa terminar, nenhum petroleiro vai recolher ao estaleiro, nenhum alto forno deixará de arder, nenhum motor de rodar.
Contemporâneos passivos de uma civilização técnica e industrial, que nos serve o necessário poluído e o supérfluo esterilizado, já nem sequer nos indignamos de a ver acabar assim, pletórica e podre. Sarnamente, vamos vegetando intoxicados, na esperança secreta de que o dilúvio não acontecerá na nossa vida, e, se acontecer, haverá sempre na Arca da salvação lugar para mais um.

Miguel Torga (1907-1995)
"Diário", vol. XVI, 1993


publicado por delta às 05:25
| comentar | ver comentários (4) |

Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Os mabecos


 

mabecoO mabeco ou cão selvagem (Lycaon pictus) é um canídeo do continente africano. Distingue-se pela sua pelagem tricolor, com manchas negras, brancas e ocres distribuídas pelo corpo, e pelas grandes orelhas arredondadas e erectas que o tornam muito parecido com a hiena. Os mabecos são animais gregários que vivem e caçam em grupo. Embora não ultrapassem os 75 centímetros de altura, são caçadores muito eficientes, devido à sua resistência na perseguição das presas. Preferem as impalas e outros ungulados de porte médio. O seu habitat natural é a savana onde antes viviam em grande número. Actualmente, restam apenas seis milhares de exemplares, espalhados por vários países africanos. O mabeco está catalogado na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, pela perseguição movida pelos humanos, pela transformação e fragmentação dos seus territórios e pela propagação de doenças infecciosas como a raiva. Além disso, o seu tamanho torna-o muito vulnerável face a predadores maiores, como os leões, os crocodilos e os leopardos.


publicado por delta às 22:57
| comentar | ver comentários (2) |

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
A Endogamia na Natureza
ácaroContrariamente ao que seria de supor, o incesto não é "mal visto" por todas as criaturas. Por exemplo, os ácaros não ligam ao tabu do incesto. Em algumas espécies de parasitas, o macho acasala com as irmãs quando ainda está dentro da mãe, o que irá garantir a perpetuação dos genes. A endogamia não é necessariamente, sinínimo de deformação, apatia ou extinção. Há circunstâncias em que se pode tornar vantajosa e outras em que é inevitável. Os leões, apesar dos machos e algumas fêmeas abandonarem o gupo de origem, acabam frequentemente por acasalar com parentes próximos. As plantas de locais isolados recorrem à forma mais extrema de endogamia: a autofecundação. Significa isto que a endogamia é positiva para as espécies? De modo geral, a resposta é não, pois as mais endogâmicas podem não ter, a longo prazo, suficiente variabilidade genética para fazer frente às alterações ambientais. É por isso que surgiu há muito tempo, a própria reprodução sexual. Muitas espécies desenvolveram mecanismos sofisticados para evitar o incesto. Algumas flores dispõem de um complexo sistema de reconhecimento molecular do pólen para impedir a autofertilização e a fecundação por parentes próximos.
cão-da-pradaria Muitos animais jovens abandonam o grupo de origem ou são expulsos pelos pais. Entre os cães-da-pradaria, a presença do pai atrasa a maturidade sexual das filhas. Os machos de alguns símios costumam abandonar a família mas, se ficarem, nunca poderão acasalar com as mães, pois estas ocupam uma posição superior na hierarquia. Porém, a reacção mais drástica é a das abelhas: Elas fazem tudo para impedir o incesto. Quando nasce um macho fruto de um cruzamento endogâmico, as obreiras matam-no, sem dó nem piedade!


publicado por dojaya01 às 22:52
| comentar | ver comentários (5) |

Domingo, 15 de Julho de 2007
Vai um copo?
A cerveja e o vinho exercem uma atracção considerável sobre os caracóis.







O álcool é uma das grandes fraquezas dos caracóis a tal ponto que alguns camponeses europeus, para defender as suas culturas, colocam bandejas com cerveja e vinho no chão, para atrair os moluscos.
Dezenas e dezenas de caracóis começam, então, a amontoar-se sobre os recipientes e ali permanecem, aparentemente adormecidos!



Vamos ver se resulta!!!




Três já cá cantam!!!



Cinco dias depois...


caracoles.gif


publicado por delta às 23:36
| comentar | ver comentários (33) |

Terça-feira, 10 de Abril de 2007
Carne para laboratório?
Todos os anos, sacrificam-se milhões de animais em nome da Ciência, para o estudo de doenças, desenvolvimento de tratamentos e investigação em geral. O ser humano sempre procurou cura para as suas doenças. Os conhecimentos dos primeiros "médicos" provinham da observação do Homem e, também, dos animais. No século XIX, a utilização de cobaias cresceu tanto que há quem seja de opinião que foi responsável pelo rápido desenvolvimento da Ciência. Com efeito, basta olhar para a lista dos prémios Nobel de medicina para verificar que os animais desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento científico. Desde 1901 até agora, 70 dos 103 galardoados realizaram pesquisas com recurso a animais. Qualquer espécie servia para as experiências em laboratório: os primatas foram utilizados para desenvolver diferentes tratamentos de quimioterapia contra o cancro, os cães para isolar a insulina. A clonagem foi feita com uma ovelha adulta, Dolly, e outra ovelha foi também essencial para Pasteur descobrir que as doenças infecciosas tinham origem nos germes. Outras espécies mais invulgares, como os armadilhos ou o peixe-zebra, também vieram em auxílio da espécie humana e das suas investigações. Imagine que o seu corpo está a ser usado com fins científicos... consigo ainda lá dentro. É exactamente isto que acontece aos milhões de animais que são anualmente usados na cruel, dispendiosa e enganadora indústria da experimentação animal. Uma indústria onde a contagem de vítimas é assustadora: um animal morre a cada 3 segundos num laboratório europeu, a cada 2 segundos num laboratório japonês, e a cada segundo num laboratório norte-americano. Só no Reino Unido, quase 3 milhões de animais são mortos anualmente em laboratórios. Actualmente, cerca de 10.000 primatas são torturados em laboratórios europeus todos os anos. Não conseguiremos inventar métodos alternativos?


publicado por delta às 23:35
| comentar | ver comentários (9) |

Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007
Os dez anos da Dolly
Parece que foi ontem que a imagem da ovelhinha clonada invadiu a nossa vida, dando origem a uma vaga de esperanças e de temores.
Hoje, os avanços na clonagem colidem com limitações éticas.


Grande festa de anos é o que teriam organizado em honra de Dolly pelo seu décimo aniversário, se não tivesse morrido em 2003.
Agora seria uma avozinha e poderia contemplar com nostalgia uma foto tirada em Edimburgo, no dia em que celebrou um ano de vida.
Desde então, aconteceram muitas coisas por sua culpa.
A olho nu, não havia nada de invulgar na ovelha de raça "Finn Dorset" que nasceu no Instituto Roslin de edimburgo, em 5 de julho de 1996.
Porém o cordeirinho fêmea em breve se transformou na ovelha mais célebre do mundo. O que havia de especial no ovino era o modo como fora concebido. Pela primeira vez, um mamífero tinha sido clonado com êxito a partir de uma célula adulta. Dado que a célula em questão provinha de uma glândula mamária, baptizaram a cria com o nome de Dolly, numa alusão à cantora country Dolly Parton, generosamente dotada nesse aspecto.

O anúncio do nascimento desencadeou reacções opostas.
"Trata-se de um monstro ou de um milagre?", interrogava, em título, o jornal britânico Daily Mail.

Alguns cientistas mostraram-se entusiasmados com as implicações da experiência no tratamento de doenças degenerativas ou cancerosas, enquanto outros exprimiam o receio de que a nova tecnologia pudesse ser explorada para fins perversos como a clonagem de ditadores.

A ilustre ovelha morreu aos seis anos, no dia 14 de Fevereiro de 2003. A morte foi considerada prematura pois uma ovelha normal costuma viver entre dez a doze anos. A autópsia veio confirmar que a causa fora um adenocarcinoma pulmonar ovino, um tipo de cancro bastante comum nas ovelhas.

Os restos foram embalsamados e estão agora expostos no Royal Museum de Edimburgo.
O nascimento de Dolly abriu uma caixa de Pandora.

Dolly desencadeou o debate sobre a clonagem e a utilização de embriões clonados para extrair células estaminais (stem cells), as supercélulas que foram de imediato apresentadas como única esperança para tratar muitas das doenças que ainda são incuráveis.

O que ficou, passada uma década, da tempestade mediática e científica causada pela cordeirinha?

As esperanças continuam de pé, ou desvaneceram-se por completo?


Qual o futuro da clonagem?


publicado por dojaya01 às 23:44
| comentar | ver comentários (27) |

Terça-feira, 26 de Dezembro de 2006
O elefante bebé (2ª parte)

 

 

 

A manada aproximou-se mais e a cria correu na sua direcção. O elefante chefe avançou de imediato, agarrou no elefante bebé com a tromba e atirou-o brutalmente para longe. A cria de nove horas de vida aterrou com força no chão, onde permaneceu imóvel. "Não é raro uma manada de elefantes adoptar um ´órfão", comentou novamente o narrador. "O comportamento agressivo que acabaram de observar deve-se à extrema secura da savana. Demasiado preocupados em sustentar os seus próprios elementos, estes elefantes não podem acolher mais um. Para o chefe, o recém-nascido perdido constitui uma ameaça para a sobrevivência da manada e age segundo essa perspectiva."


Cláudia queria correr para junto da cria, mas o deserto formava uma barreira intransponível ao seu redor. - Corre, bebé, corre! - incitou. Por fim, a cria mexeu-se. Abanou a cabeça e, com dificuldade, pôs-se de pé. As patas tremiam-lhe. Cláudia julgou que ele voltaria a cair, mas o pequeno elefante baixou a cabeça, apelou às forças que lhe restavam e pôs-se novamente a caminho. A manada ainda continuava à vista e a cria precipitou-se atrás dela. Um jovem elefante virou-se e deu uma patada na cabeça da pequena cria, que caiu gemendo. A cena repetiu-se e dois outros elefantes machos aproximaram-se. O pequeno elefante correu para eles e voltou a ser brutalmente repelido. Lançaram-no ao chão. Ele pôs-se de novo de pé. Deitaram-no ao chão duro e fendido. Depois viraram-se e afastaram-se pesadamente. - Corre, bebé, corre! - sussurrou Cláudia, rompendo em soluços. A cria voltou a levantar-se penosamente. Sangrava da cabeça e as moscas já voavam em redor da carne ensanguentada. Ainda acabara de nascer e já se via confrontado com a tragédia da vida. Deu um passo e depois mais outro. Seguiu a manada sem gemer nem se aproximar, a fim de evitar que o maltratassem de novo. Três horas depois, a manada encontrou um charco. Os paquidermes aproximaram-se da água lodosa. De acordo com o narrador o órfão recém-nascido esperava que eles se saciassem até chegar a sua vez.


Cláudia respirou, por fim, mais calma. Estava convencida de que a cria se salvara. Tranquilizados pela presença da água, os paquidermes podiam agora ajudar o órfão. Devido à sua coragem e persistência, ele merecia ser aceite pela manada. A prova terminara e o conto podia ter um final feliz. Foi nesse preciso momento que avistou os chacais. Num abrir e fechar de olhos, precipitaram-se sobre o pequenino elefante e despedaçaram-no sob o olhar indiferente dos outros elefantes. Cláudia acordou sobressaltada. Os gemidos dilacerantes da cria moribunda ainda lhe soavam aos ouvidos e as lágrimas corriam-lhe pelas faces. Levantou-se pesadamente da cama. O quarto estava silencioso. Eram três da madrugada e a noite reinava, escura e densa. As mãos tremiam-lhe e tinha a sensação de que o próprio corpo não lhe pertencia. E desejava... Desejava que David estivesse ali.


publicado por delta às 23:04
| comentar | ver comentários (5) |

Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006
O elefante bebé

Cláudia regressou a casa sozinha. Exausta. Tomou um duche e meteu-se na cama. Só, desesperadamente só. Teve uma noite cheia de pesadelos. Encontrava-se num deserto nas profundezas de África. Reconheceu o lugar por já o ter visto uma noite no Canal Discovery. No seu sonho, as cenas do documentário misturavam-se com as da sua realidade, em tempo real. Vastas extensões desertas desvastadas por uma seca horrível. Um elefante bebé, acabado de sair do ventre da mãe, ergueu-se desajeitadamente nas patas, ainda pegajoso, no momento em que a mãe expirou. - Corre, bebé, corre - ouviu Cláudia a sua própria voz enquanto observava a cena de longe, sem poder ajudar e sem saber porque sentia aquele medo instintivo.
A cria acabou por se afastar penosamente da mãe, depois de ter tentado mamar em vão. Cláudia seguiu-o através do deserto. O calor era intenso, quase palpável, e a terra fendida estalava sob os seus pés. O elefante bebé orfão soltava pequenos gemidos enquanto procurava comida e companhia. Ao chegar junto de um bosque de árvores semimortas esfregou o corpo num tronco. "O paquiderme recém-nascido confunde o tronco de uma árvore com as patas da mãe", dizia a voz do comentador. "Esfrega-se contra ele para assinalar a sua presença e procurar conforto. Esgotado, continua a sua busca de comida e de água através da savana ressequida." - Corre, bebé, corre - sussurrou novamente Cláudia. A cria prosseguiu caminho. À medida que as horas passavam, avançava cada vez com mais dificuldade e caía frequentemente, voltando a levantar-se mal recuperava algumas forças. "O elefantezinho precisa urgentemente de encontrar água", prosseguiu o narrador num tom monótono. "Em pleno deserto, a água é a única diferença entre a vida e a morte." De súbito, uma manada de elefantes recortou-se no horizonte. Aproximaram-se e Cláudia não tardou a avistar pequenas crias que avançavam prudentemente à sombra das mães. Quando a manada parou, os bebés aproveitaram para mamar, acariciados pelas trombas das mães. Cláudia sentiu-se aliviada. Outros elefantes tinham aparecido e o pequeno orfão estaria a salvo. (Continua)



publicado por delta às 00:33
| comentar | ver comentários (6) |

Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006
Florestas do mar (I)

 

Enquanto em terra firme, predominam os bosques e as florestas vegetais, no fundo dos mares existe outro tipo de arvoredo, formado por animais. As engenhosas adaptações destes organismos submersos levam a que eles sejam supreendentemente parecidos com plantas. Alameda de gorgónias


Uma característica dos animais que constroem os bosques marinhos é a utilizada pelas gorgónias-leque das ilhas da Baía, nas Honduras: vivem agarradas ao substrato, como as árvores, mas, como não têm raízes, captam o alimento que flutua em suspensão. Para o interceptarem, colocam~se em posição perpendicular ao principal fluxo da corrente.

Jardins de coral



Os arquitectos dos recifes de coral, a principal floresta animal, criam esqueletos calcários com o auxílio das algas minúsculas que habitam no seu interior. Os corais adquirem formas diferentes consoante a sua fisiologia e as condições ambientais; há exemplares duros, moles, ramificados... Com a passagem do tempo, as estruturas formam barreiras, atóis, plataformas ou extensões ao longo da costa, autênticos jardins do mar

 



publicado por delta às 00:47
| comentar | ver comentários (4) |

                                           
melhor visionado
em 800x600

 

 

 

 

online

 

 

 

 

.:Nós:.

Delta

animaleja

dojaya


 

 

 

 



 

 

 

 

 

homepagebannerstill.jpg

 

 

 

 

 

O albatroz precisa da ajuda de todos para sobreviver.

 

 

 

 

 

Digam ao governo Canadiano que já é tempo de acabar com esta matança anual. Assinem a petição.

 

 

 

 

 

 

 

O nosso selo

Terra Nostra

 

 

 

 

.:Links:.

 





Minhoca Súbtil

Dique do Castor
O dique do Castor


Grilinha
Grilinha


Rua do Beco



Visite a Panpanisca


Micas


Deu-me para isto

Meu Tesouro


O mundo da Gata Preta


papoila


Perfect Woman




Xanu


Eterna Parte de Mim



 

 

 

 

 

 

 

 

*posts recentes

* Está explicado...

* Homens de boa fé

* Os mabecos

* A Endogamia na Natureza

* Vai um copo?

* Carne para laboratório?

* Os dez anos da Dolly

* O elefante bebé (2ª parte...

* O elefante bebé

* Florestas do mar (I)

* Morcegos vampiros

* Amor entre morcegos...

* Afinal era tão fácil...

* Touradas e tradições

* Térmitas x Heitor

 

 

 

 

*arquivos

* Março 2009

* Janeiro 2008

* Outubro 2007

* Julho 2007

* Abril 2007

* Janeiro 2007

* Dezembro 2006

* Outubro 2006

* Setembro 2006

* Agosto 2006

* Julho 2006

* Junho 2006

* Maio 2006

* Abril 2006

 

 

Autor - David Fajardo

 

 

 

 

Autor - MiguelAngelGuerreroGarcia

 

 

 

 

Autor - KikoArcasGarcia

 

 

 

 

Autor - Juan Antonio Ruiz Aladro

 

 

 

 

Autor - Francisco Ahedo

 

 

 

 

 

 

blogs SAPO
*subscrever feeds