Terça-feira, 17 de Março de 2009

Está explicado...



 



 


publicado por animaleja às 14:28
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Homens de boa fé



Coimbra, 4 de Junho de 1992

Conferência internacional no Rio de Janeiro para defesa do ambiente físico. Do metafísico já ninguém cuida. E, do outro, mais valia que os delegados, em vez de discursos sujos, lavassem a hipocrisia nas águas ainda lustrais de Guanabara. O mundo está irremediavelmente perdido, porque é incorrigível a voracidade capitalista e a nossa obstinação consumista. Queremos, queremos, queremos. E os abnegados senhores do progresso fabricam, fabricam. Saturam, diligentes, os mercados do útil e do inútil. Atravancam o planeta das suas sedutoras mercadorias. Para tanto, esventram-no, derrubam-lhe as florestas, empestam-lhe os rios, os mares e os ares. Poucos dos que assistem ao colóquio estão ali de boa fé ou em nome dela. Quando a farsa terminar, nenhum petroleiro vai recolher ao estaleiro, nenhum alto forno deixará de arder, nenhum motor de rodar.
Contemporâneos passivos de uma civilização técnica e industrial, que nos serve o necessário poluído e o supérfluo esterilizado, já nem sequer nos indignamos de a ver acabar assim, pletórica e podre. Sarnamente, vamos vegetando intoxicados, na esperança secreta de que o dilúvio não acontecerá na nossa vida, e, se acontecer, haverá sempre na Arca da salvação lugar para mais um.

Miguel Torga (1907-1995)
"Diário", vol. XVI, 1993

publicado por delta às 05:25
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Os mabecos


 

mabecoO mabeco ou cão selvagem (Lycaon pictus) é um canídeo do continente africano. Distingue-se pela sua pelagem tricolor, com manchas negras, brancas e ocres distribuídas pelo corpo, e pelas grandes orelhas arredondadas e erectas que o tornam muito parecido com a hiena. Os mabecos são animais gregários que vivem e caçam em grupo. Embora não ultrapassem os 75 centímetros de altura, são caçadores muito eficientes, devido à sua resistência na perseguição das presas. Preferem as impalas e outros ungulados de porte médio. O seu habitat natural é a savana onde antes viviam em grande número. Actualmente, restam apenas seis milhares de exemplares, espalhados por vários países africanos. O mabeco está catalogado na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, pela perseguição movida pelos humanos, pela transformação e fragmentação dos seus territórios e pela propagação de doenças infecciosas como a raiva. Além disso, o seu tamanho torna-o muito vulnerável face a predadores maiores, como os leões, os crocodilos e os leopardos.

publicado por delta às 22:57
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

A Endogamia na Natureza

ácaroContrariamente ao que seria de supor, o incesto não é "mal visto" por todas as criaturas. Por exemplo, os ácaros não ligam ao tabu do incesto. Em algumas espécies de parasitas, o macho acasala com as irmãs quando ainda está dentro da mãe, o que irá garantir a perpetuação dos genes. A endogamia não é necessariamente, sinínimo de deformação, apatia ou extinção. Há circunstâncias em que se pode tornar vantajosa e outras em que é inevitável. Os leões, apesar dos machos e algumas fêmeas abandonarem o gupo de origem, acabam frequentemente por acasalar com parentes próximos. As plantas de locais isolados recorrem à forma mais extrema de endogamia: a autofecundação. Significa isto que a endogamia é positiva para as espécies? De modo geral, a resposta é não, pois as mais endogâmicas podem não ter, a longo prazo, suficiente variabilidade genética para fazer frente às alterações ambientais. É por isso que surgiu há muito tempo, a própria reprodução sexual. Muitas espécies desenvolveram mecanismos sofisticados para evitar o incesto. Algumas flores dispõem de um complexo sistema de reconhecimento molecular do pólen para impedir a autofertilização e a fecundação por parentes próximos.
cão-da-pradaria Muitos animais jovens abandonam o grupo de origem ou são expulsos pelos pais. Entre os cães-da-pradaria, a presença do pai atrasa a maturidade sexual das filhas. Os machos de alguns símios costumam abandonar a família mas, se ficarem, nunca poderão acasalar com as mães, pois estas ocupam uma posição superior na hierarquia. Porém, a reacção mais drástica é a das abelhas: Elas fazem tudo para impedir o incesto. Quando nasce um macho fruto de um cruzamento endogâmico, as obreiras matam-no, sem dó nem piedade!

publicado por dojaya01 às 22:52
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Domingo, 15 de Julho de 2007

Vai um copo?

A cerveja e o vinho exercem uma atracção considerável sobre os caracóis.







O álcool é uma das grandes fraquezas dos caracóis a tal ponto que alguns camponeses europeus, para defender as suas culturas, colocam bandejas com cerveja e vinho no chão, para atrair os moluscos.
Dezenas e dezenas de caracóis começam, então, a amontoar-se sobre os recipientes e ali permanecem, aparentemente adormecidos!



Vamos ver se resulta!!!




Três já cá cantam!!!



Cinco dias depois...


caracoles.gif

publicado por delta às 23:36
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Carne para laboratório?

Todos os anos, sacrificam-se milhões de animais em nome da Ciência, para o estudo de doenças, desenvolvimento de tratamentos e investigação em geral. O ser humano sempre procurou cura para as suas doenças. Os conhecimentos dos primeiros "médicos" provinham da observação do Homem e, também, dos animais. No século XIX, a utilização de cobaias cresceu tanto que há quem seja de opinião que foi responsável pelo rápido desenvolvimento da Ciência. Com efeito, basta olhar para a lista dos prémios Nobel de medicina para verificar que os animais desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento científico. Desde 1901 até agora, 70 dos 103 galardoados realizaram pesquisas com recurso a animais. Qualquer espécie servia para as experiências em laboratório: os primatas foram utilizados para desenvolver diferentes tratamentos de quimioterapia contra o cancro, os cães para isolar a insulina. A clonagem foi feita com uma ovelha adulta, Dolly, e outra ovelha foi também essencial para Pasteur descobrir que as doenças infecciosas tinham origem nos germes. Outras espécies mais invulgares, como os armadilhos ou o peixe-zebra, também vieram em auxílio da espécie humana e das suas investigações. Imagine que o seu corpo está a ser usado com fins científicos... consigo ainda lá dentro. É exactamente isto que acontece aos milhões de animais que são anualmente usados na cruel, dispendiosa e enganadora indústria da experimentação animal. Uma indústria onde a contagem de vítimas é assustadora: um animal morre a cada 3 segundos num laboratório europeu, a cada 2 segundos num laboratório japonês, e a cada segundo num laboratório norte-americano. Só no Reino Unido, quase 3 milhões de animais são mortos anualmente em laboratórios. Actualmente, cerca de 10.000 primatas são torturados em laboratórios europeus todos os anos. Não conseguiremos inventar métodos alternativos?

publicado por delta às 23:35
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Os dez anos da Dolly

Parece que foi ontem que a imagem da ovelhinha clonada invadiu a nossa vida, dando origem a uma vaga de esperanças e de temores.
Hoje, os avanços na clonagem colidem com limitações éticas.


Grande festa de anos é o que teriam organizado em honra de Dolly pelo seu décimo aniversário, se não tivesse morrido em 2003.
Agora seria uma avozinha e poderia contemplar com nostalgia uma foto tirada em Edimburgo, no dia em que celebrou um ano de vida.
Desde então, aconteceram muitas coisas por sua culpa.
A olho nu, não havia nada de invulgar na ovelha de raça "Finn Dorset" que nasceu no Instituto Roslin de edimburgo, em 5 de julho de 1996.
Porém o cordeirinho fêmea em breve se transformou na ovelha mais célebre do mundo. O que havia de especial no ovino era o modo como fora concebido. Pela primeira vez, um mamífero tinha sido clonado com êxito a partir de uma célula adulta. Dado que a célula em questão provinha de uma glândula mamária, baptizaram a cria com o nome de Dolly, numa alusão à cantora country Dolly Parton, generosamente dotada nesse aspecto.

O anúncio do nascimento desencadeou reacções opostas.
"Trata-se de um monstro ou de um milagre?", interrogava, em título, o jornal britânico Daily Mail.

Alguns cientistas mostraram-se entusiasmados com as implicações da experiência no tratamento de doenças degenerativas ou cancerosas, enquanto outros exprimiam o receio de que a nova tecnologia pudesse ser explorada para fins perversos como a clonagem de ditadores.

A ilustre ovelha morreu aos seis anos, no dia 14 de Fevereiro de 2003. A morte foi considerada prematura pois uma ovelha normal costuma viver entre dez a doze anos. A autópsia veio confirmar que a causa fora um adenocarcinoma pulmonar ovino, um tipo de cancro bastante comum nas ovelhas.

Os restos foram embalsamados e estão agora expostos no Royal Museum de Edimburgo.
O nascimento de Dolly abriu uma caixa de Pandora.

Dolly desencadeou o debate sobre a clonagem e a utilização de embriões clonados para extrair células estaminais (stem cells), as supercélulas que foram de imediato apresentadas como única esperança para tratar muitas das doenças que ainda são incuráveis.

O que ficou, passada uma década, da tempestade mediática e científica causada pela cordeirinha?

As esperanças continuam de pé, ou desvaneceram-se por completo?


Qual o futuro da clonagem?

publicado por dojaya01 às 23:44
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Terça-feira, 26 de Dezembro de 2006

O elefante bebé (2ª parte)

 

 

 

A manada aproximou-se mais e a cria correu na sua direcção. O elefante chefe avançou de imediato, agarrou no elefante bebé com a tromba e atirou-o brutalmente para longe. A cria de nove horas de vida aterrou com força no chão, onde permaneceu imóvel. "Não é raro uma manada de elefantes adoptar um ´órfão", comentou novamente o narrador. "O comportamento agressivo que acabaram de observar deve-se à extrema secura da savana. Demasiado preocupados em sustentar os seus próprios elementos, estes elefantes não podem acolher mais um. Para o chefe, o recém-nascido perdido constitui uma ameaça para a sobrevivência da manada e age segundo essa perspectiva."


Cláudia queria correr para junto da cria, mas o deserto formava uma barreira intransponível ao seu redor. - Corre, bebé, corre! - incitou. Por fim, a cria mexeu-se. Abanou a cabeça e, com dificuldade, pôs-se de pé. As patas tremiam-lhe. Cláudia julgou que ele voltaria a cair, mas o pequeno elefante baixou a cabeça, apelou às forças que lhe restavam e pôs-se novamente a caminho. A manada ainda continuava à vista e a cria precipitou-se atrás dela. Um jovem elefante virou-se e deu uma patada na cabeça da pequena cria, que caiu gemendo. A cena repetiu-se e dois outros elefantes machos aproximaram-se. O pequeno elefante correu para eles e voltou a ser brutalmente repelido. Lançaram-no ao chão. Ele pôs-se de novo de pé. Deitaram-no ao chão duro e fendido. Depois viraram-se e afastaram-se pesadamente. - Corre, bebé, corre! - sussurrou Cláudia, rompendo em soluços. A cria voltou a levantar-se penosamente. Sangrava da cabeça e as moscas já voavam em redor da carne ensanguentada. Ainda acabara de nascer e já se via confrontado com a tragédia da vida. Deu um passo e depois mais outro. Seguiu a manada sem gemer nem se aproximar, a fim de evitar que o maltratassem de novo. Três horas depois, a manada encontrou um charco. Os paquidermes aproximaram-se da água lodosa. De acordo com o narrador o órfão recém-nascido esperava que eles se saciassem até chegar a sua vez.


Cláudia respirou, por fim, mais calma. Estava convencida de que a cria se salvara. Tranquilizados pela presença da água, os paquidermes podiam agora ajudar o órfão. Devido à sua coragem e persistência, ele merecia ser aceite pela manada. A prova terminara e o conto podia ter um final feliz. Foi nesse preciso momento que avistou os chacais. Num abrir e fechar de olhos, precipitaram-se sobre o pequenino elefante e despedaçaram-no sob o olhar indiferente dos outros elefantes. Cláudia acordou sobressaltada. Os gemidos dilacerantes da cria moribunda ainda lhe soavam aos ouvidos e as lágrimas corriam-lhe pelas faces. Levantou-se pesadamente da cama. O quarto estava silencioso. Eram três da madrugada e a noite reinava, escura e densa. As mãos tremiam-lhe e tinha a sensação de que o próprio corpo não lhe pertencia. E desejava... Desejava que David estivesse ali.

publicado por delta às 23:04
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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

O elefante bebé

Cláudia regressou a casa sozinha. Exausta. Tomou um duche e meteu-se na cama. Só, desesperadamente só. Teve uma noite cheia de pesadelos. Encontrava-se num deserto nas profundezas de África. Reconheceu o lugar por já o ter visto uma noite no Canal Discovery. No seu sonho, as cenas do documentário misturavam-se com as da sua realidade, em tempo real. Vastas extensões desertas desvastadas por uma seca horrível. Um elefante bebé, acabado de sair do ventre da mãe, ergueu-se desajeitadamente nas patas, ainda pegajoso, no momento em que a mãe expirou. - Corre, bebé, corre - ouviu Cláudia a sua própria voz enquanto observava a cena de longe, sem poder ajudar e sem saber porque sentia aquele medo instintivo.
A cria acabou por se afastar penosamente da mãe, depois de ter tentado mamar em vão. Cláudia seguiu-o através do deserto. O calor era intenso, quase palpável, e a terra fendida estalava sob os seus pés. O elefante bebé orfão soltava pequenos gemidos enquanto procurava comida e companhia. Ao chegar junto de um bosque de árvores semimortas esfregou o corpo num tronco. "O paquiderme recém-nascido confunde o tronco de uma árvore com as patas da mãe", dizia a voz do comentador. "Esfrega-se contra ele para assinalar a sua presença e procurar conforto. Esgotado, continua a sua busca de comida e de água através da savana ressequida." - Corre, bebé, corre - sussurrou novamente Cláudia. A cria prosseguiu caminho. À medida que as horas passavam, avançava cada vez com mais dificuldade e caía frequentemente, voltando a levantar-se mal recuperava algumas forças. "O elefantezinho precisa urgentemente de encontrar água", prosseguiu o narrador num tom monótono. "Em pleno deserto, a água é a única diferença entre a vida e a morte." De súbito, uma manada de elefantes recortou-se no horizonte. Aproximaram-se e Cláudia não tardou a avistar pequenas crias que avançavam prudentemente à sombra das mães. Quando a manada parou, os bebés aproveitaram para mamar, acariciados pelas trombas das mães. Cláudia sentiu-se aliviada. Outros elefantes tinham aparecido e o pequeno orfão estaria a salvo. (Continua)


publicado por delta às 00:33
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006

Florestas do mar (I)

 

Enquanto em terra firme, predominam os bosques e as florestas vegetais, no fundo dos mares existe outro tipo de arvoredo, formado por animais. As engenhosas adaptações destes organismos submersos levam a que eles sejam supreendentemente parecidos com plantas. Alameda de gorgónias


Uma característica dos animais que constroem os bosques marinhos é a utilizada pelas gorgónias-leque das ilhas da Baía, nas Honduras: vivem agarradas ao substrato, como as árvores, mas, como não têm raízes, captam o alimento que flutua em suspensão. Para o interceptarem, colocam~se em posição perpendicular ao principal fluxo da corrente.

Jardins de coral



Os arquitectos dos recifes de coral, a principal floresta animal, criam esqueletos calcários com o auxílio das algas minúsculas que habitam no seu interior. Os corais adquirem formas diferentes consoante a sua fisiologia e as condições ambientais; há exemplares duros, moles, ramificados... Com a passagem do tempo, as estruturas formam barreiras, atóis, plataformas ou extensões ao longo da costa, autênticos jardins do mar

 


publicado por delta às 00:47
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Domingo, 22 de Outubro de 2006

Morcegos vampiros

Poucos animais são tão mal vistos e causam tanta repugnância quanto estas interessantes e mal compreendidas criaturas voadoras, que desenvolveram o peculiar hábito de se alimentar de sangue. Na verdade, das cerca de 1.100 espécies de morcegos conhecidas em todo o planeta, apenas três são de morcegos vampiros. E apenas uma (a mais comum - Desmodeus rotundus) preda exclusivamente mamíferos. As outras duas – Diaemus youngi e Diphylla ecaudata – alimentam-se de diversos vertebrados, preferencialmente aves.
Os morcegos vampiros sempre estiveram restritos às Américas e até hoje nenhum fóssil de espécies desse tipo foi encontrado em outro continente.
Essa constatação sempre gera surpresa, já que grande parte da população tende a associar os morcegos vampiros às lendas sobre ‘mortos-vivos’ que mordem o pescoço das pessoas para beber o seu sangue (como na história do conde Drácula, da região da Transilvânia, na actual Roménia) e a outros mitos europeus.
A lenda do Conde Drácula foi muito popular na idade média, fruto das histórias contadas pelos monges à volta da lareira para os ajudar a passar as longas noites frias. Embora durante alguns séculos esta história tenha sido quase esquecida, o romance escrito por Bram Stoker, em 1897, fez reviver esta figura lendária com tal êxito que actualmente é a obra de ficção que mais apareceu no cinema, na realidade em mais de uma centena de filmes, até à mais recente interpretação de Gary Oldman dirigido por Francis Ford Coppolla. Existe uma clara relação histórica entre o Drácula e a Transilvânia. Vlad Drácula nasceu em 1431, na povoação de Sigihisoara, tendo governado o Sul da Roménia até à sua morte com a idade de 45 anos, de uma forma tão sanguinária e brutal, que lhe valeu a imortalidade.
O nome Drácula tem origem na ordem de Dragão atribuída a seu pai, que embora sendo também um dos nomes em romeno para Satanás não era considerada uma ordem maligna. No entanto, hábitos como o empalamento de pessoas, aliadas a outras práticas pouco ortodoxas desenvolvidas ao longo de toda uma vida, valeram-lhe ser considerado como o filho do Diabo.
Desmodus rotundus é a espécie mais comum de morcego vampiro. Em função do seu hábito alimentar peculiar, talvez seja uma das espécies de morcegos mais bem estudadas de todo o mundo. Já as outras duas espécies são mais raras e, por isso, as suas características são bem menos conhecidas. O morcego-vampiro-comum tem cerca de 35 cm de envergadura (distância entre as pontas das asas abertas), pesa entre 25 e 40 gramas e pode ser considerado de médio porte, comparado às cerca de 150 outras espécies desses animais que ocorrem no Brasil. A pelagem desse morcego é bastante macia, em geral de coloração cinza brilhante, mas pode apresentar também tons avermelhados, dourados ou mesmo alaranjados.
Os morcegos vampiros só se alimentam de sangue e não conseguem sobreviver mais de três dias sem ele. O sangue é um tipo de alimento que exige características específicas para seu consumo e, por isso, o morcego vampiro tem várias adaptações nesse sentido. A sua dentição, por exemplo, é bem diferente da de um frugívoro: os seus dentes incisivos são maiores, em formato de estilete, mais afiados e projectados para a frente. Isso permite que o animal retire pequenos pedaços de pele e tecido das presas, para obter seu alimento.

Nas crenças dos povos eslavos do Sul, há relatos de que os cadáveres exumados por suspeita de vampirismo apresentavam com frequência erecções. Pensava-se que os vampiros tinham uma apetência sexual imensa e que, frequentemente, eram trazidos de volta unicamente pelo desejo sexual. Por vezes os vampiros voltavam a uma mulher pela qual haviam estado apaixonados, mas cujo amor nunca fora consumado; esta era então convidada a juntar-se a ele no túmulo, a fim de gozar o prazer para toda a eternidade.

publicado por delta às 11:22
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Sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

Amor entre morcegos...

No amor, o morcego é um animal terno, carinhoso, que esquece completamente o seu temperamento de lutador ( o morcego é um "guerreiro" por excelência), para se dedicar à fêmea que acedeu em segui-lo. O casal isola-se e, no sossego de um tronco de árvore, numa reentrância de um telhado, ou nos sítios esconsos de um celeiro, cumprem o acto do amor com uma ternura feita de poesia. Ele, depois de satisfeitos os quesitos que a natureza ordena, parte, feliz, e a fêmea fica , a saborear o amor vivido e à espera do rebento que os continuará. Depois de ter este filho, ela jamais voltará a amar. O seu amor foi todo consumido nesta primeira e única união que terá durante toda a sua vida.

publicado por delta às 00:23
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Terça-feira, 12 de Setembro de 2006

Afinal era tão fácil...


Há tempos, andava em pesquisas pela net quando encontrei um artigo muito interessante sobre a fome no mundo. Infelizmente o meu computador foi atacado por um vírus e perdi muitas das coisas que tinha guardado, entre elas o link da tal notícia.

Mas no essencial, o artigo dizia o seguinte:

As colheitas de cereais usados para alimentar o gado que os habitantes dos Estados Unidos consomem num ano dava para acabar com a fome em África.




É de loucos, não é?... E dá que pensar.

Comentários e opiniões, agradecem-se.


publicado por animaleja às 19:49
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Sábado, 5 de Agosto de 2006

Touradas e tradições



Cultura é tudo aquilo que contribui para tornar a humanidade mais sensível, mais inteligente e civilizada. A violência, o sangue, a crueldade, tudo o que humilha e desrespeita a vida jamais poderá ser considerado "arte" ou "cultura". A violência é a negação da inteligência.
Uma sociedade justa não pode admitir actos eticamente reprováveis cujas vítimas directas são milhares de animais.



Por trás da suposta bravura dos cavaleiros tauromáquicos, dos bandarilheiros, dos forcados e dos demais intervenientes neste espectáculo medieval e degradante, esconde-se uma triste e horrível realidade – a perseguição, molestação e violentação de touros e cavalos que, aterrorizados e diminuídos nas suas capacidades físicas, são forçados a participar num espectáculo de sangue em que a arte é a violência e a tortura é a cultura.

  

Uma minoria quer manter as touradas e as praças de touros, bárbara e sangrenta reminiscência das arenas da decadência do Império Romano.
De facto nas arenas de hoje o crime é o mesmo: tortura, sangue, sofrimento e morte de seres vivos para divertimento das gentes das bancadas. Como pode continuar tamanha barbaridade como esta, das touradas, no século XXI?
Só pode permanecer como tradição o que engrandece a humanidade e não os costumes aberrantes que a degradam e a embrutecem.

É de facto difícil afirmar o que é que um Touro sente numa tourada. No entanto, os estudos científicos feitos até agora apontam no sentido de que as agressões sofridas antes e durante as corridas sejam não só dolorosas mas incapacitantes. O touro fica com nervos e músculos rasgados, e a quantidade de sangue que perde continuamente enfraquece-o. Não parece ser sensato pensar que isto pode ser agradável para o Touro, ou mesmo indiferente.
O touro, tal como os outros mamíferos, ao ter sistema nervoso central tem capacidade para sentir dor, ansiedade, medo e sofrimento. E os sinais exteriores que mostra na arena denunciam essas emoções. Não é portanto razoável aceitar a ideia de que os Touros sofrem pouco numa tourada.

Há quem defenda que as Touradas enaltecem a nobreza do Touro.
Só uma mente muito ignorante ou distorcida pode realmente acreditar que os Touros quando vão para uma arena cumprem um qualquer desígnio divino.
A justificação de que o Touro é nobre por lutar pela vida numa tourada vem de quem alimenta o seu negócio e enriquece à custa deste espectáculo perverso mas rentável.
A nobreza é um conceito inventado pelo homem. Na natureza todos os animais são iguais e todos lutam pela sobrevivência. Ninguém duvida de que o Homem, numa luta com as suas armas e condições consegue ser superior a qualquer outro animal. Tentar provar isso numa luta desigual não é nobre, é estúpido.

publicado por dojaya01 às 23:11
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Quinta-feira, 13 de Julho de 2006

Térmitas x Heitor

Já ouviram falar das térmitas, essas formigas brancas que, em África, constroem formigueiros impressionantes, com vários metros de altura e duros como pedra?
Uma vez que o corpo das térmitas é mole, por não ter a couraça de quitina que protege certos insectos, o formigueiro serve-lhes de carapaça colectiva contra certas formigas inimigas, mais bem armadas do que elas.
Mas, por vezes, um dos formigueiros é derrubado, por causa de uma cheia ou de um elefante (os elefantes, que havemos nós de fazer, gostam de coçar os flancos nas termiteiras).
A seguir, as térmitas-operário começam a trabalhar para reconstruir a fortaleza afectada, e fazem-no com toda a pressa. Entretanto já as grandes formigas inimigas se lançam ao assalto. As térmitas-soldado saem em defesa da sua tribo e tentam deter as inimigas. Como nem no tamanho nem no armamento podem competir com elas, penduram-se nas assaltantes tentando travar o mais possível o seu avanço, enquanto as ferozes mandíbulas invasoras as vão despedaçando. As operárias trabalham com toda a velocidade e esforçam-se por fechar de novo a termiteira derrubada...mas fecham-na deixando de fora as pobres e heróicas térmitas-soldado que sacrificam as suas vidas pela segurança das restantes formigas. Não merecerão estas formigas-soldado pelo menos uma medalha? Não será justo dizer que são valentes?



Na Íliada, Homero conta a história de Heitor, o melhor guerreiro de Tróia, que esperou a pé firme, fora das muralhas da sua cidade, Aquiles, o campeão dos Aqueas, embora sabendo que Aquiles era mais forte do que ele? Fê-lo para cumprir o seu dever, que consistia em defender a família e os cidadãos. Ninguém tem dúvidas. Heitor é um herói, um homem valente, como deve ser. Mas será Heitor heróico e valente da mesma forma que as térmitas-soldado, cuja gesta, milhões de vezes repetida, nenhum Homero se deu ao trabalho de cantar? Não fez Heitor, afinal de contas, a mesma coisa que qualquer uma das térmitas anónimas? Porque nos parece o seu valor mais autêntico e mais difícil do que o dos insectos? Qual é a diferença entre um e outro caso?

publicado por delta às 23:08
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

O lince ibérico







Outrora espalhado por grande parte do território europeu o Lince está hoje confinado apenas ao sul da Península Ibérica.

As campanhas do trigo nos anos 40 e 50, o abandono da vida rural, a plantação desmedida de eucaliptais que destruiu vastas áreas do habitat natural destes animais, juntamente com a mixomatose e a febre hemorrágica viral, doenças que dizimaram o coelho-bravo, fonte principal da alimentação do lince, tudo isto contribuíu para que os linces diminuíssem drasticamente nos últimos anos.






Na década de 90 a população de linces voltou a cair, deixando antever um futuro muito negro para a espécie. Nos anos 90 realizou-se um estudo e chegou-se à conclusão de que ainda haveriam populações na Serra da Malcata, Serra de São Mamede, Vale do Guadiana, Algarve-Odemira e Vale do Sado. Num total de 40 a 53 animais. Em 2002, o INC (Instituto da Conservação da Narureza) fez novo censo e após terem sido feitas análises de excrementos e registos fotográficos chegou-se à conclusão de que o lince tinha-se pura e simplesmente extinguido. Mais recentemente porém, cientistas portugueses descobriram vestígios do lince na zona do Alqueva. Poderia ser uma boa notícia não fosse o facto da barragem existente na região ocupar uma vasta área de espaço quando se encontra na cota máxima, o que afastará as eventuais populações de linces do local.

Enquanto isto, o lince continua a lutar contra o desaparecimento das matas mediterrâneas onde gosta de habitar, a falta de coelhos fonte principal de alimentação, a caça furtiva e as armadilhas. Tudo isto faz com que o lince seja actualmente o felídeo do mundo em maior risco de extinção, constando na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais). Estima-se que não restem mais de 150 indivíduos em estado selvagem.
















Nesta realidade tão negra vislumbra-se agora uma luz de esperança já que os nossos vizinhos espanhóis estão de momento a tentar criar linces em cativeiro. Por agora já têm pelo menos umas sete crias que estão de muito boa saúde. Portugal também já assinou um protocolo em que pretende associar-se ao programa.

Esperemos que os resultados sejam rápidos e bons para que o lince Ibérico não passe a ser uma memória, viva apenas na nossa imaginação.






Informações tiradas do site da Quercus


Fotografias retiradas do site Programa da Conservación Ex-Situ



*Uma estratégia para conservar determinada espécie tem duas aproximações complementares: a conservação "in situ" (no próprio meio natural) e a conservação "ex situ" (fora do seu habitat).

publicado por animaleja às 20:02
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Domingo, 21 de Maio de 2006

Entre o imaginário e a realidade...

Talvez mais do que qualquer outro animal, a imagem poderosa da águia-real como símbolo da natureza, nunca passou despercebida ao ser humano. Desde a antiguidade que a águia-real é utilizada como representação de força, poder, nobreza, robustez e velocidade: o império romano utilizou a sua figura estilizada nos estandartes das legiões que conquistavam novos domínios; os Kirguiz, povo guerreiro que habita as estepes da Ásia Central, utilizam-na numa forma de cetraria única no Mundo, a caça ao lobo, apesar da evidente diferença de peso existente entre a ave e o mamífero; e mesmo recentemente, a imagem da águia-real é utilizada como símbolo de clubes desportivos e inúmeras marcas de produtos.



É uma ave territorial que vive sob a forma de casais monogâmicos, uma vez que a ligação entre o macho e a fêmea pode durar vários anos, sendo quebrada somente com a morte de um deles. Cada casal possui extensos territórios de vários quilómetros quadrados que utilizam para caçar e nidificar. Cada território possui um número variado de ninhos que o casal ocupa alternadamente todos os anos. Os ninhos de águia-real são bastante característicos e contam-se entre os maiores do mundo das aves, uma vez que formam grandes plataformas de ramos e troncos, situados normalmente em paredes rochosas, e que podem atingir mais de 3 metros de altura e possuir um peso de várias dezenas de quilos.
A águia-real, por ser predador do topo da cadeia alimentar (superpredador), torna-se muito sensível a alterações do meio, principalmente as provocadas pelo homem. Por estes motivos, é uma espécie-chave do ecossistema onde habita, tendo uma grande relevância como espécie-indicadora da qualidade ecológica.



Em Portugal, a águia-real é uma espécie residente, habitando as regiões mais montanhosas, inóspitas e desabitadas do interior. No nosso país, a águia-real é classificada como "Em Perigo de Extinção" pelo Livro Vermelho dos Vertebrados, estando a população nacional estimada em somente cerca de 50 casais. Todavia, além de alguns censos nacionais ou regionais, isolados no tempo, poucos estudos acerca da sua biologia e ecologia tem sido efectuados em Portugal.A pequena população residual de águia-real nas serras do Noroeste de Portugal, nomeadamente na Serra do Marão (com um único casal) e no maciço da Peneda-Gerês (com 3 casais estimados, mas possivelmente, com um número real inferior), por se encontrar isolada da restante população ibérica, por possuir um escasso efectivo nidificante e por enfrentar ameaças sérias, como a utilização frequente de veneno nos seus territórios, encontra-se numa situação bastante crítica. Além disso, esta população de águia-real tem características únicas no nosso país, uma vez que é o único local de ocorrência desta espécie num ecossistema de alta montanha.




Apesar do Parque Nacional Peneda-Gerês considerar a águia-real como estável nesta região, não existe qualquer monitorização desta população, além de se verificar uma diminuição nas observações de águia-real nos últimos anos, podendo significar um recente declínio populacional. A implementação de um aprofundado e contínuo programa de monitorização da população nidificante de águia-real nesta região montanhosa e de rígidas e eficazes medidas para a sua conservação (tais como a protecção dos locais de nidificação e fomento de potenciais espécies-presa), são assim de importância primordial se pretendermos continuar a observar o voo majestoso da águia-real contra as enormes escarpas existentes na região. Contudo, o desinteresse das entidades competentes e da maioria dos investigadores no estudo e conservação da águia-real em Portugal, nomeadamente na Peneda-Gerês são as maiores ameaças que esta espécie enfrenta.

publicado por delta às 23:33
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Sexta-feira, 12 de Maio de 2006

Os senhores dos ares


Todos os dias milhares de animais, entre aves e mamíferos marinhos são apanhados por acaso nas redes e nas linhas de pesca.

Entre as aves que diariamente são apanhadas encontram-se os albatrozes. Do ar os albatrozes vêem os peixes que servem de isco para a pesca e mergulham. Só ao engolirem o isco é que se apercebem de uma pequena peça de metal que lhes rasga a garganta ou fica presa nos bicos, acabando por os arrastar irremediavelmente para o fundo do mar. Calcula-se que de cinco em cinco minutos um albatroz fique preso num anzol, ou seja 100.000 por ano.

O albatroz escolhe o par e fica com ele a vida inteira. Se por acaso o companheiro/a morrer podem decorrer muitos anos até arranjar outro par mas, o mais provável é que passe o resto da vida sózinho. O albatroz pode viver entre 40 a 60 anos, o que faz com que só os individuos adultos se reproduzam. Se pensarmos que alguns atingem a maturidade sexual a partir dos doze anos e que existem espécies que só nidificam de dois em dois anos e que não têm mais que uma cria de cada vez, é fácil de perceber que a este ritmo o albatroz não tem grande hipótese de sobreviver.

Tudo ficaria mais fácil se os pesqueiros adoptassem uma ou duas medidas, como colorir o isco de azul o que o torna mais difícil de ser detectado do ar, colocassem mais peso nos anzóis ou colocassem nas linhas dispositivos para assustar e afastar as aves. Mas são muitos ses e o certo é que o albatroz enfrenta grave perigo de extinção.

19 das 21 espécies de albatrozes do mundo estão ameaçadas. Duas espécies estão em perigo de extinção, 7 estão gravemente ameaçadas e 10 estão vulneráveis.








Foto tirada por Chris Harbard






Foto tirada por Chris Harbard







Exemplo de dispositivo que pode ser colocado nas linhas de pesca. Foto tirada por Jim Enticott








Foto tirada por Michael Gore






Foto tirada por Michael Gore













O mundo ficaria muito mais pobre se estas aves deixassem de cruzar os céus com o seu magnífico voo planado.





Informações e fotos tiradas do site savethealbatross.net. Visitem-no. Vão ver que vale a pena.



publicado por animaleja às 00:03
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2006

Acabou


Acabou a maior matança anual de mamíferos marinhos.





Todos os anos por esta altura o Canadá leva a cabo a mais cruel e sangrenta das caçadas com fins lucrativos. Centenas de milhares de focas são abatidas a tiro ou à paulada. Grande parte delas ainda está viva e consciente quando são esfoladas. Tirando a pele, pouco ou quase nada é aproveitado das carcaças que são atiradas à àgua ou abandonadas sobre o gelo.

Este ano foram abatidas 335,000 focas e os caçadores têm todos os motivos para estarem satisfeitos já que as peles estão em alta, vá-se lá perceber porquê...

A caçada acabou mas para o ano recomeça tudo de novo.

E nós não devemos ficar quietos. Continuemos a aderir às várias acções que vão sendo levadas a cabo. E continuemos a assinar a petição para acabar com a caça.




Para que isto...



foto pertencente a Respect for Animals





foto pertencente a Respect for Animals




Não se transfome nisto:





foto pertencente a Respect for Animals




foto pertencente a Respect for Animals



O normal seria vermos sempre isto:



foto pertencente a Respect for Animals




informações retiradas dos sites Boycott Canada e Harpseals.org





A petição pode ser assinada AQUI




publicado por animaleja às 02:37
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Domingo, 30 de Abril de 2006

Animais em perigo de extinção


No mundo perdem-se centenas de espécies, muitas delas ainda antes de serem descobertas pela própria ciência. Deste modo não só se perde a variabilidade biológica, como também a diversidade genética, fontes de sustento para as gerações futuras.
Uma espécie em perigo de extinção, é uma espécie que corre sério risco de desaparecer. Através da história da evolução, milhões de espécies desapareceram devido a processos naturais. Nos últimos 300 anos, os Humanos multiplicaram a taxa de extinção por mil!
Este nosso trabalho pretende dar a conhecer um pouco mais sobre alguns animais em perigo de verem a sua espécie terminar por completo. Muitos deles não estão assim tão distantes de nós, mesmo que o seu habitat se encontre do outro lado do planeta.
O mais importante é termos consciência que juntos ainda estamos a tempo de salvar algumas destas espécies. Para isso basta que, no nosso dia a dia, não façamos agressões e respeitemos o nosso meio ambiente.


publicado por delta às 01:06
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O albatroz precisa da ajuda de todos para sobreviver.

 

 

 

 

 

Digam ao governo Canadiano que já é tempo de acabar com esta matança anual. Assinem a petição.

 

 

 

 

 

 

 

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