Domingo, 21 de Maio de 2006

Entre o imaginário e a realidade...

Talvez mais do que qualquer outro animal, a imagem poderosa da águia-real como símbolo da natureza, nunca passou despercebida ao ser humano. Desde a antiguidade que a águia-real é utilizada como representação de força, poder, nobreza, robustez e velocidade: o império romano utilizou a sua figura estilizada nos estandartes das legiões que conquistavam novos domínios; os Kirguiz, povo guerreiro que habita as estepes da Ásia Central, utilizam-na numa forma de cetraria única no Mundo, a caça ao lobo, apesar da evidente diferença de peso existente entre a ave e o mamífero; e mesmo recentemente, a imagem da águia-real é utilizada como símbolo de clubes desportivos e inúmeras marcas de produtos.



É uma ave territorial que vive sob a forma de casais monogâmicos, uma vez que a ligação entre o macho e a fêmea pode durar vários anos, sendo quebrada somente com a morte de um deles. Cada casal possui extensos territórios de vários quilómetros quadrados que utilizam para caçar e nidificar. Cada território possui um número variado de ninhos que o casal ocupa alternadamente todos os anos. Os ninhos de águia-real são bastante característicos e contam-se entre os maiores do mundo das aves, uma vez que formam grandes plataformas de ramos e troncos, situados normalmente em paredes rochosas, e que podem atingir mais de 3 metros de altura e possuir um peso de várias dezenas de quilos.
A águia-real, por ser predador do topo da cadeia alimentar (superpredador), torna-se muito sensível a alterações do meio, principalmente as provocadas pelo homem. Por estes motivos, é uma espécie-chave do ecossistema onde habita, tendo uma grande relevância como espécie-indicadora da qualidade ecológica.



Em Portugal, a águia-real é uma espécie residente, habitando as regiões mais montanhosas, inóspitas e desabitadas do interior. No nosso país, a águia-real é classificada como "Em Perigo de Extinção" pelo Livro Vermelho dos Vertebrados, estando a população nacional estimada em somente cerca de 50 casais. Todavia, além de alguns censos nacionais ou regionais, isolados no tempo, poucos estudos acerca da sua biologia e ecologia tem sido efectuados em Portugal.A pequena população residual de águia-real nas serras do Noroeste de Portugal, nomeadamente na Serra do Marão (com um único casal) e no maciço da Peneda-Gerês (com 3 casais estimados, mas possivelmente, com um número real inferior), por se encontrar isolada da restante população ibérica, por possuir um escasso efectivo nidificante e por enfrentar ameaças sérias, como a utilização frequente de veneno nos seus territórios, encontra-se numa situação bastante crítica. Além disso, esta população de águia-real tem características únicas no nosso país, uma vez que é o único local de ocorrência desta espécie num ecossistema de alta montanha.




Apesar do Parque Nacional Peneda-Gerês considerar a águia-real como estável nesta região, não existe qualquer monitorização desta população, além de se verificar uma diminuição nas observações de águia-real nos últimos anos, podendo significar um recente declínio populacional. A implementação de um aprofundado e contínuo programa de monitorização da população nidificante de águia-real nesta região montanhosa e de rígidas e eficazes medidas para a sua conservação (tais como a protecção dos locais de nidificação e fomento de potenciais espécies-presa), são assim de importância primordial se pretendermos continuar a observar o voo majestoso da águia-real contra as enormes escarpas existentes na região. Contudo, o desinteresse das entidades competentes e da maioria dos investigadores no estudo e conservação da águia-real em Portugal, nomeadamente na Peneda-Gerês são as maiores ameaças que esta espécie enfrenta.

publicado por delta às 23:33
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Sexta-feira, 12 de Maio de 2006

Os senhores dos ares


Todos os dias milhares de animais, entre aves e mamíferos marinhos são apanhados por acaso nas redes e nas linhas de pesca.

Entre as aves que diariamente são apanhadas encontram-se os albatrozes. Do ar os albatrozes vêem os peixes que servem de isco para a pesca e mergulham. Só ao engolirem o isco é que se apercebem de uma pequena peça de metal que lhes rasga a garganta ou fica presa nos bicos, acabando por os arrastar irremediavelmente para o fundo do mar. Calcula-se que de cinco em cinco minutos um albatroz fique preso num anzol, ou seja 100.000 por ano.

O albatroz escolhe o par e fica com ele a vida inteira. Se por acaso o companheiro/a morrer podem decorrer muitos anos até arranjar outro par mas, o mais provável é que passe o resto da vida sózinho. O albatroz pode viver entre 40 a 60 anos, o que faz com que só os individuos adultos se reproduzam. Se pensarmos que alguns atingem a maturidade sexual a partir dos doze anos e que existem espécies que só nidificam de dois em dois anos e que não têm mais que uma cria de cada vez, é fácil de perceber que a este ritmo o albatroz não tem grande hipótese de sobreviver.

Tudo ficaria mais fácil se os pesqueiros adoptassem uma ou duas medidas, como colorir o isco de azul o que o torna mais difícil de ser detectado do ar, colocassem mais peso nos anzóis ou colocassem nas linhas dispositivos para assustar e afastar as aves. Mas são muitos ses e o certo é que o albatroz enfrenta grave perigo de extinção.

19 das 21 espécies de albatrozes do mundo estão ameaçadas. Duas espécies estão em perigo de extinção, 7 estão gravemente ameaçadas e 10 estão vulneráveis.








Foto tirada por Chris Harbard






Foto tirada por Chris Harbard







Exemplo de dispositivo que pode ser colocado nas linhas de pesca. Foto tirada por Jim Enticott








Foto tirada por Michael Gore






Foto tirada por Michael Gore













O mundo ficaria muito mais pobre se estas aves deixassem de cruzar os céus com o seu magnífico voo planado.





Informações e fotos tiradas do site savethealbatross.net. Visitem-no. Vão ver que vale a pena.



publicado por animaleja às 00:03
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2006

Acabou


Acabou a maior matança anual de mamíferos marinhos.





Todos os anos por esta altura o Canadá leva a cabo a mais cruel e sangrenta das caçadas com fins lucrativos. Centenas de milhares de focas são abatidas a tiro ou à paulada. Grande parte delas ainda está viva e consciente quando são esfoladas. Tirando a pele, pouco ou quase nada é aproveitado das carcaças que são atiradas à àgua ou abandonadas sobre o gelo.

Este ano foram abatidas 335,000 focas e os caçadores têm todos os motivos para estarem satisfeitos já que as peles estão em alta, vá-se lá perceber porquê...

A caçada acabou mas para o ano recomeça tudo de novo.

E nós não devemos ficar quietos. Continuemos a aderir às várias acções que vão sendo levadas a cabo. E continuemos a assinar a petição para acabar com a caça.




Para que isto...



foto pertencente a Respect for Animals





foto pertencente a Respect for Animals




Não se transfome nisto:





foto pertencente a Respect for Animals




foto pertencente a Respect for Animals



O normal seria vermos sempre isto:



foto pertencente a Respect for Animals




informações retiradas dos sites Boycott Canada e Harpseals.org





A petição pode ser assinada AQUI




publicado por animaleja às 02:37
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O albatroz precisa da ajuda de todos para sobreviver.

 

 

 

 

 

Digam ao governo Canadiano que já é tempo de acabar com esta matança anual. Assinem a petição.

 

 

 

 

 

 

 

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