Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

O lince ibérico







Outrora espalhado por grande parte do território europeu o Lince está hoje confinado apenas ao sul da Península Ibérica.

As campanhas do trigo nos anos 40 e 50, o abandono da vida rural, a plantação desmedida de eucaliptais que destruiu vastas áreas do habitat natural destes animais, juntamente com a mixomatose e a febre hemorrágica viral, doenças que dizimaram o coelho-bravo, fonte principal da alimentação do lince, tudo isto contribuíu para que os linces diminuíssem drasticamente nos últimos anos.






Na década de 90 a população de linces voltou a cair, deixando antever um futuro muito negro para a espécie. Nos anos 90 realizou-se um estudo e chegou-se à conclusão de que ainda haveriam populações na Serra da Malcata, Serra de São Mamede, Vale do Guadiana, Algarve-Odemira e Vale do Sado. Num total de 40 a 53 animais. Em 2002, o INC (Instituto da Conservação da Narureza) fez novo censo e após terem sido feitas análises de excrementos e registos fotográficos chegou-se à conclusão de que o lince tinha-se pura e simplesmente extinguido. Mais recentemente porém, cientistas portugueses descobriram vestígios do lince na zona do Alqueva. Poderia ser uma boa notícia não fosse o facto da barragem existente na região ocupar uma vasta área de espaço quando se encontra na cota máxima, o que afastará as eventuais populações de linces do local.

Enquanto isto, o lince continua a lutar contra o desaparecimento das matas mediterrâneas onde gosta de habitar, a falta de coelhos fonte principal de alimentação, a caça furtiva e as armadilhas. Tudo isto faz com que o lince seja actualmente o felídeo do mundo em maior risco de extinção, constando na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais). Estima-se que não restem mais de 150 indivíduos em estado selvagem.
















Nesta realidade tão negra vislumbra-se agora uma luz de esperança já que os nossos vizinhos espanhóis estão de momento a tentar criar linces em cativeiro. Por agora já têm pelo menos umas sete crias que estão de muito boa saúde. Portugal também já assinou um protocolo em que pretende associar-se ao programa.

Esperemos que os resultados sejam rápidos e bons para que o lince Ibérico não passe a ser uma memória, viva apenas na nossa imaginação.






Informações tiradas do site da Quercus


Fotografias retiradas do site Programa da Conservación Ex-Situ



*Uma estratégia para conservar determinada espécie tem duas aproximações complementares: a conservação "in situ" (no próprio meio natural) e a conservação "ex situ" (fora do seu habitat).

publicado por animaleja às 20:02
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