Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Os dez anos da Dolly

Parece que foi ontem que a imagem da ovelhinha clonada invadiu a nossa vida, dando origem a uma vaga de esperanças e de temores.
Hoje, os avanços na clonagem colidem com limitações éticas.


Grande festa de anos é o que teriam organizado em honra de Dolly pelo seu décimo aniversário, se não tivesse morrido em 2003.
Agora seria uma avozinha e poderia contemplar com nostalgia uma foto tirada em Edimburgo, no dia em que celebrou um ano de vida.
Desde então, aconteceram muitas coisas por sua culpa.
A olho nu, não havia nada de invulgar na ovelha de raça "Finn Dorset" que nasceu no Instituto Roslin de edimburgo, em 5 de julho de 1996.
Porém o cordeirinho fêmea em breve se transformou na ovelha mais célebre do mundo. O que havia de especial no ovino era o modo como fora concebido. Pela primeira vez, um mamífero tinha sido clonado com êxito a partir de uma célula adulta. Dado que a célula em questão provinha de uma glândula mamária, baptizaram a cria com o nome de Dolly, numa alusão à cantora country Dolly Parton, generosamente dotada nesse aspecto.

O anúncio do nascimento desencadeou reacções opostas.
"Trata-se de um monstro ou de um milagre?", interrogava, em título, o jornal britânico Daily Mail.

Alguns cientistas mostraram-se entusiasmados com as implicações da experiência no tratamento de doenças degenerativas ou cancerosas, enquanto outros exprimiam o receio de que a nova tecnologia pudesse ser explorada para fins perversos como a clonagem de ditadores.

A ilustre ovelha morreu aos seis anos, no dia 14 de Fevereiro de 2003. A morte foi considerada prematura pois uma ovelha normal costuma viver entre dez a doze anos. A autópsia veio confirmar que a causa fora um adenocarcinoma pulmonar ovino, um tipo de cancro bastante comum nas ovelhas.

Os restos foram embalsamados e estão agora expostos no Royal Museum de Edimburgo.
O nascimento de Dolly abriu uma caixa de Pandora.

Dolly desencadeou o debate sobre a clonagem e a utilização de embriões clonados para extrair células estaminais (stem cells), as supercélulas que foram de imediato apresentadas como única esperança para tratar muitas das doenças que ainda são incuráveis.

O que ficou, passada uma década, da tempestade mediática e científica causada pela cordeirinha?

As esperanças continuam de pé, ou desvaneceram-se por completo?


Qual o futuro da clonagem?

publicado por dojaya01 às 23:44
| comentar
27 comentários:
De soslayo a 6 de Abril de 2007 às 02:12
Delta,

Como não domino as técnicas das clonagens que tal clonar um coelhinho que dê ovos de Páscoa!!! E esta hein? Boas Páscoas para ti e todos aqueles que te são queridos. Um beijinho Sportinguista.


De nylda a 3 de Abril de 2007 às 22:08
Olá...
Que a alegria da Páscoa invada o teu
coração e daqueles a quem amas,
irradiando luz para iluminar e fazer brilhar
o mundo em que vivemos, enchendo-o de
AMOR! SAÚDE! PAZ!
Feliz Páscoa!
Tenho um presente da Páscoa para os
amigos/as. Se fores buscar ficarei Feliz ;).
Beijos e um Sorriso!



De Confisses a 24 de Março de 2007 às 08:45
Desistiram disto? :S


De Nylda a 8 de Março de 2007 às 11:57
Olá ...
Sei que estou em falta.
Já devia ter passado por aqui a mais tempo para agradecer
o voto no Concurso do Blog Clube da Melhor Idade.
Infelizmente não foi possível passar antes.
Hoje estou aqui para agradecer o voto...Obrigada.
Sem o teu voto e o de todos os amigos/as,
não teria a alegria e felicidade de ter ficado em 1º lugar.
Fiz um presentes para todos
para colocares no teu lindo blog ficaria feliz.
Aproveito para te desejar um Feliz Dia da Mulher,
e que este dia se possa festejar não só no dia 8 de Março
mas todos os dias do ano.
Bom fim de semana, com tudo de bom.
Beijos e um sorriso.


De Cludia a 20 de Fevereiro de 2007 às 13:17
A clonagem é algo com senso desde que esse senso seja bem "aproveitado". Para quê insistir em perversidades? De que vale transformar, a partir de um clone, alguém igual a nós ou alguém que já existiu? Isso é ir contra a ética. Mas a ovelha Dolly é, sem dúvida, um marco importante na história da Humanidade, um formidável passo em frente, mais uma grande vitória. Para quê sermos de extremos? Isto já foi uma prova de que tudo é conseguido, basta tentar mas tentar com humildade, não é com ambiociosidade, isso não leve ninguém a lado nenhum. Não é passando uns por cima dos outros que somos mais ou menos felizes, é a fazer as coisas com senso, com limites, com humildade que atingimos aquilo que de melhor sirva para nosso usufruto. Eu, pessoalmente, sou da área das Ciências e apoio a clonagem, sem dúvida, mas, como tudo na vida, as coisas têm de ser levadas conscientemente. Não há que falar em criar monstros nem coisa que se lhe pareça, há sim que usar este meio evolutivo como uma forma de curar doenças até ao momento incuráveis, tornar a vida de todos nós (humanos e animais) cada vez melhor.
Desculpa o meu alongamento, mas é um tema ao qual eu não fico, de forma alguma, indiferente.
Beijo grande. Artigo interessantíssimo...


De Nylda a 19 de Fevereiro de 2007 às 15:21
Olá...
Vim pedir-te um favor.
Meu blog esta em votaçao no clube da melhor idade entao vim pedir um voto se achares que mereço.
Se quizeres votar, entras no meu blog que encontras o Link. Aí poderás votar.
Obrigada e uma semana maravilhosa.

Beijos e um sorriso.


De Confisses a 22 de Janeiro de 2007 às 04:08
Olá a todos!

Na minha opinião sobre este tema é que a clonagem é bom para curamentos medicinais e nada mais.. mas mais uma vez já se sabe.. que irá haver tráfico no mercado negro, pois vão aproveitar..

Bom Ano!! **


De dojaya a 15 de Janeiro de 2007 às 23:53
Olá Nylda :))Uma continuação de uma boa semana para ti também! Bj


De dojaya a 15 de Janeiro de 2007 às 23:51
Sendo assim delta, por que motivo continuam a insistir nela? A razão principal reside nas aplicações médicas, a chamada "clonagem terapêutica". Nesse sentido, o legado mais valioso que Dolly nos deixou foi a célula estaminal. A ovelha popularizou um termo que agora anda na boca de todos.
As "Stem Cells" não têm uma função concreta no organismo. Da mesma forma que um actor aguarda o resultado de um "casting" para lhe atribuírem um papel, as células estaminais esperam uma indicação sobre aquilo em que terão de se converter, pois podem transformar-se em qualquer tipo celular presente no organismo. Enquanto esse sinal não chega, aguardam pacientemente e dividem~se de forma lenta, constante e indefinida para dar origem a novas células estaminais. Devido a estas características excepcionais, tornaram-se rapidamente na grande esperança para se poder criar orgãos e tecidos em laboratório, investigar doenças e conceber novas terapias. As células estaminais podem ser obtidas do blastocito, nome atribuído ao embrião com uma ou duas semanas, e também de um organismo adulto, pois estão repartidas por muitos tecidos. Serão os dois tipos de células iguais? Terão a mesma capacidade?. Qual é preferível utilizar? O recurso aos embriões excedentários das técnicas de fecundação "in vitro", a criação de embriões para fins de investigação e as vantagens e desvantagens de utilizar células estaminais adultas ou embrionárias são questões em que os cientistas não chegam a um consenso e desencadearam um debate social que se mantém aceso.


De delta a 15 de Janeiro de 2007 às 02:12
Convém aqui também referir que os clones recém-nascidos costumam ser maiores do que o normal e ter problemas respiratórios durante as primeiras semanas. Alguns dos animais manifestam mesmo deficiências no desenvolvimento normal de orgãos como o coração, os rins, os músculos ou a pele. Dolly sofria de artrite numa fase precoce da vida e os seus cromossomas pareciam ter envelhecido de forma acelerada. Mas os problemas não cessam por aqui. Ao comparar o genoma de ratos clonados e normais, foram detectadas enormes diferenças que afectam uma grande quantidade de genes envolvidos em funções muito diversas. Tudo isto indica que o ADN é danificado durante o processo de clonagem e, por isso, muitos cientistas mostram-se cépticos quanto às verdadeiras possibilidades da técnica.


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